A GUARDIÃ


   

        


   

       Obs:Sinopse 

                Capítulo 1

                              O começo


    Estou cansada de ver filmes com personagens que se mudam para novas cidades e sei que primeiro tudo começa mal mas depois a vida da protagonista melhora.
    Bem, espero que tudo dê certo na cidade em que estou me mudando. Me chamo Melody, meu sobrenome não vem ao caso e se quiser me chame apenas de Mel.
Resultado de imagem para carvalhos na inglaterra    Neste exato momento estou indo para Carvalhos, que será minha nova cidade. Pesquisei e descobri que ela é uma pequena cidade no meio do nada, cercada por várias florestas temperadas e densas, possui poucos habitantes a maioria fazendeiros, a escola, lojas, o hospital entre outros ficam numa cidade à 1km de distância.
    Minha mãe recebeu uma nova proposta de emprego no hospital da região e por isso estamos nos mudando. Ela é médica e todos os dias percebo que se sente cansada da cidade então fiz com que aceitasse facilmente a proposta, mas não é só por ela que quero mudar, por mim também.
     Tenho 17 anos de idade, esse ano vou cursar o fim do ensino médio na nova escola.
    Quando chegamos a nova casa, estava chovendo, tudo era tão verde em um tom lindo de folhas e troncos molhados. A casa era velha, tinha um estilo vitoriano, possuía dois andares e era cercada por grandes árvores, ficava em um morro e tinha um lindo jardim com as mais variadas e maravilhosas flores que já vi.
     Ao entrar, um cheiro de pão quentinho percorreu nossos narizes e um minuto depois uma mulher que aparentava ter uns 54 anos, apareceu a porta. Ela nos encarou com seus grandes olhos cor de café e disse vindo até nós:
  Vocês são as novas donas dessa casa? - disse com um olhar interrogativo.
   Sim, olá e você deve ser a senhora Morales.- disse minha mãe estendendo a mão para cumprimenta-la.
  Ela tinha cheiro de alecrim e me lembrou muito a minha vó .
   Eu sou a Júlia e esta é minha filha Melody, prazer em conhecê-la.
  — Sim, eu preparei um lanche para vocês.- disse a mulher apontando para um corredor.
    A mesa estava posta e cheia de comidas deliciosas, que duvido muito encontrar na cidade. Comi por 3 de mim, logo depois subi para escolher meu novo quarto; a casa era enorme e possuía vários quartos e no final fiquei com o primeiro à direita subindo as escadas. Quando terminei de desarrumar as malas já passava das 5, caí na cama e provavelmente adormeci pois acordei com minha mãe avisando que estava saindo para fazer minha matrícula na nova escola.
Resultado de imagem para janela paisagem de chuva     Após ela sair eu adormeci novamente e quando acordei estava chovendo, era lindo ver as árvores molhadas, fiquei cerca de uma hora olhando para uma enorme árvore na frente da casa. Era tão alta e velha que suponho que estaria ali desde antes de minha bisavó nascer.Quando a chuva passou, fiquei com uma enorme vontade de conhecer a propriedade, então corri em direção a floresta no fundo da casa. Ela era linda, eu podia ouvir os cantos de vários pássaros, ver árvores e flores que nunca vi antes, andei até uma campina que parecia mais um tapete de margaridas, pela quantidade de tal flor. Apreciei-as por um longo tempo.Quando me dei conta o sol já estava se pondo, tudo foi tomado por um lindo e leve tom de salmão. Meus olhos me pediam para ficar ali, mas o resto do corpo não obedeceu ao pedido e saiu correndo. Com certeza minha mãe já havia chamado até o exército para me procurar.
Resultado de imagem para passaro azul  Acordei com o canto de alguns pássaros perto da minha janela e lembrei que naquela manhã teria meu primeiro dia de aula, neste exato momento minha mãe aparece na porta segurando meus materiais escolares e meu novo uniforme.
  — Levante-se, já está quase na hora de sairmos.
 Já da porta da cozinha fui recebida com flashs.
 — Você ficou tão linda com esse uniforme.-disse a minha mãe, ainda com a câmera do papai virada para mim.

     Sempre quando vejo aquela câmera lembro do meu pai, ele  não tinha muito tempo para mim, mas quando os dois estavam de folga nós três sempre íamos em um parque perto da nossa casa, que possuía muitos pessegueiros e cerejeiras, papai sempre tirava muitas fotos nossas.
     Eu era pequena na época em que ele morreu, lembro que no dia do seu velório eu fugi de casa e fui para o parque que costumávamos ir, então eu sentei em baixo de um pessegueiro e chorei como se toda a água do meu corpo virasse lágrimas, lembro como o céu também chorava comigo e como as árvores não pareciam tão alegres como costumavam ser, algum tempo depois minha mãe apareceu e disse que agora ele estaria vivendo no coração de quem o amava, vi que ela também estava muito triste mas tentava não demonstrar a sua fraqueza, decidi que eu também seria assim, que mesmo se algo ou alguém quebrasse toda a minha alma eu continuaria forte por fora, para não preocupar quem me ama. Dei um sorriso e ela me retribuiu com outro, eu sabia que ambas estávamos feridas, mas talvez ela não percebesse que minha ferida ainda estava aberta também, mesmo depois de todo o esforço que ela havia demonstrado.
   Acordei da minha pequena viagem com o som de algo batendo no chão, era minha mãe que tinha esbarrado em algo.
    — Coma logo mocinha já está quase na hora da escola.
  Sentei em uma cadeira próxima a mim e 10 minutos depois já estávamos a caminho da escola.
    — Ansiosa, querida?- disse minha mãe colocando a mão no meu ombro.
 Lembrei de ser forte e tentei espantar as memórias da morte do meu pai que ainda me rondavam.

  — Até que não. - disse, tentando com o máximo de mim sorrir.

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